Bem vindo ao "a New state of Mind", à primeira vista a cidade de Nova Iorque parece um sítio vulgar onde cada um toma conta da sua vida atarefada mas no escuro dos metros abandonados esconde-se uma nova espécie, o Homo Superior.

Quando olhas para essas pessoas até podes pensar que são iguais a ti mas a sua mente avançada desenvolveu poderes que nunca terás.

Telecinese, Telepatia e Teletransporte os poderes que definem esta nova espécie. Diverte-te na grande cidade de Nova Iorque, a cidade que nunca dorme mas tem cuidado porque não sabes os perigos que cada beco esconde.
A história centra-se no jovem Stephen Jameson que começa a desenvolver poderes sobre-humanos e a perder o controlo sobre a sua estabilidade mental. Stephen é posteriormente abordado por Cara Coburn e John Young que lhe explicam que ele não é nenhuma aberração da natureza mas sim o resultado da evolução genética humana que começou a desenvolver poderes especiais.

Esses poderes são conhecidos como os Três T’s - Telepatia, Teletransporte e Telecinese - e existe um número consideravelmente grande de pessoas com essas capacidades. Contudo, estes são perseguidos por uma organização secreta - Ultra - que os pretende capturar com dois fins: ou utilizar as suas capacidades para benefício da organização ou retirar os poderes daqueles que consideram potencialmente perigosos.

Um dos que comanda a organização é Jedikiah Price que Stephen acaba por descobrir ser a razão do desaparecimento do seu pai. É que este era não só parte da comunidade como um dos mais fortes, que procurava o sítio mais seguro para a comunidade Tomorrow People habitar, antes de desaparecer.





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Mensagem por Jonathan Reeves em 03.01.14 22:49


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Re: Hall de entrada

Mensagem por Jonathan Reeves em 08.01.14 21:45

Nem acredito que um mês se tinha passado após tudo o que aconteceu. E sinceramente, lembro-me como se fosse ontem. Esta de férias da Ultra e cada vez era mais fácil entender que estava sozinho. Num dos meus dias normais, atendi o telemóvel e espantosamente era a minha mãe. 
- Filho... - disse mal coloquei o mesmo ao ouvido. 
- Mãe! - exclamei. Era de facto estranho o seu telefonema. - Que se passa? - questionei sabendo que se passava algo. 
- Estou a ir para aí agora, preciso de falar contigo - informou-me Engoli em seco, não sabendo do que se tratava, mas a típica frase que assustava qualquer filho teve o mesmo impacto de sempre.
 
*
 
Passado umas horas, fui buscá-la ao aeroporto como me havia pedido. Perguntei-me várias vezes no caminho de ida o que se terá passado mas ao fim de minutos de vê-la novamente, perdi essa curiosidade.
- Mãe… - abracei-a carinhosamente. – Como estás? – interroguei tocando-lhe na face.
- Estou bem filho – deu-me um meio sorriso, fazendo-me perceber que ela não estava muito bem.
- Anda, vamos para casa – entreguei-lhe um beijo na testa e coloquei o braço a jeito para que encaixasse o dela, uma coisa habitual.
 Entrámos no carro e sem dizer nem uma palavra entendi logo.
– O que é que ele fez? – perguntei.
- Nós… Vamo-nos divorciar – disse por fim. No fundo sabia e tinha consciência de que o meu pai não merecia a minha mãe, tão carinhosa e calma contrastando com um homem sem escrúpulos que era capaz de chegar ao fim sem olhar os meios nem que para isso tivesse de maltratar qualquer pessoa, como fez comigo.
- E estás bem? – interroguei. – Porquê só agora? – coloquei outra pergunta, mas desta vez com um pouco de ironia.
- O teu pai não é mais o homem com quem me casei – confessou o que eu já sabia há muito.
Depois de chegarmos a casa, contou-me tudo o resto pausadamente. Como o meu pai a enganou durante 25 anos de casamento, escondendo outro filho de uma segunda mulher. Não fazia ideia de como a minha mãe estava por dentro, apenas palavras podiam expressar a sua dor e para isso tinha várias.
 
*
 
Passado alguns dias, a minha mãe ainda estava em minha casa, contei-lhe o que se passava incluindo o meu progresso na Ultra e a história com Natalie. Aconselhou-me a não me afastar dela, pois se ela me fazia tão bem como eu dizia, só tinha era de me manter seu amigo. Levei as suas palavras a sério e pensei seriamente nelas.
Tinha já arranjado um sitio onde ficar, assim como uma companhia de certa forma melhor que eu e ia embora mas não para um sitio muito longe daqui.
- Quero-te bem filhote sorriu-me levemente e beijou-me a testa dando-me também um abraço.
- E eu quero que te cuides retribui o abraço. Vi-a a entrar no carro e acenei despedindo-me ficando sozinho.
 Entrei em casa e deitei-me na cama pensando nesta última semana.
 
*
 
Saí para apanhar ar e quando ainda estava na rua, recebi um telefonema mas desta vez da Ultra. Vem para aqui já e desligaram. Uma coisa que odiava era quando me desligavam o telefone na cara. Mudei a minha trajetória para as instalações respetivas e quando entrei, deparei-me com uma captura de um rebelde um pouco fora do comum. Este estava amarrado brutalmente e todo ensanguentado. Calculei que fosse como eu exceto a parte do agente.
- Que se passa? – perguntei curioso e um pouco chocado com tanta violência.
- Estão a fazer com que mude de ideias para se tornar um de nós. Mas.. O que estás aqui a fazer?! Não podes estar aqui!! – apressou-se a dizer e senti um arrependimento por me ter contado o que se realmente passava. E aí percebi tudo, era este o método que usavam para mudar as nossas ideias. Estava explicado o facto de os buracos na minha memória existirem, das lavagens que me tinham feito. Como podia eu ser uma destas pessoas?! Eu tinha de sair dali, e foi o que fiz. Abandonei rapidamente as suas instalações, não obedecendo ao verdadeiro conteúdo do verbo abandonar.

*

Nada da minha vida batia certo, nada fazia sentido. O único momento que me senti realmente com alguém foi com Natalie a quem devia várias explicações e um sério pedido de desculpas. Não acreditava como tinha sido tão burro em ter feito tudo o que fiz até agora. A minha mãe estava certa e ia neste preciso momento fazer o que queria ter feito à muito tempo.

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